terça-feira, janeiro 13, 2009

Bernard-Henri Lévy: libertar os palestinos do Hamas

Bernard-Henri Lévy: libertar os palestinos do Hamas (????)
Vamos lá! Mais uma artigo que tenta defender a indefensável posição sionista.

Bernard-Henri Lévy - The NYT News Service
Não sendo um especialista militar, vou me abster de julgar se os bombardeios israelenses sobre Gaza poderiam ter sido mais bem mirados, menos intensos.
(Não sendo também um especialista militar, mas tendo bom senso e um pouco de conhecimento, sei que a tecnologia desenvolvida em armamentos permite bombardear qualquer lugar com erro de poucos metros).
Não tendo, há décadas, jamais me decidido a distinguir entre os bons e os maus mortos, ou como dizia Camus, entre "vítimas suspeitas" e "carrascos privilegiados", evidentemente eu também estou abalado pelas imagens de crianças palestinas mortas.
(Eu prefiro distinguir entre pessoas boas mortas e assassinos mortos. As imagens de crianças palestinas mortas são chocantes, arrasadoras, mas é apenas o ato final de crianças que vivem oprimidas, sem as mínimas condições de saúde, educação, lazer, traumatizadas psicologicamente com a violência diária praticada pelas forças de ocupação sionistas).
Dito isso, e levando em conta o vento de loucura que parece, mais uma vez, como sempre quando se trata de Israel, tomar conta de certas mídias, eu gostaria de relembrar alguns fatos.
(Vamos a eles! E lembrando a maioria da mídia ocidental é pró-sionismo).
1. Nenhum governo do mundo, nenhum outro país fora esse Israel vilipendiado, arrastado na lama, endemoniado, tolera ver milhares de mísseis caírem, durante anos, sobre suas cidades: o mais notável na questão, o verdadeiro motivo de espanto, não é a "brutalidade" de Israel - é, literalmente, seu longo castigo.
(Castigo? Expulsam os palestinos, encurralam 1,3 milhões de pessoas numa pequena porção de terra vigiada 24 horas, impedem que as pessoas tem empregos regulares, 53% da população palestina não tem emprego e vive de ajuda humanitária, destroem suas residencias com tratores, impedem o ir e vir, e o sr.Bernard-Henry não quer que haja rebeldia, repulsa, que o ódio cresça nos corações dos oprimidos.)
2. O fato de que os Qassam do Hamas e agora seus mísseis Grad tenham feito tão poucos mortos não prova que eles sejam artesanais, inofensivos etc., mas que os israelenses se protegem, que eles vivem isolados nos porões de seus prédios, abrigados: uma existência de pesadelo, em condicional, ao som de sirenes e de explosões - eu estive em Sderot, eu sei.
(Que maravilha! Uma pérola! Os israelense se protegem e devem mesmo com $108 bilhões de dólares que os EUA destinaram de 1949 até 2006 podem fazer isso e muito mais. No período de 1946 até 1996 os EUA destinaram para a Africa, América Latina e Caribe um total de $60 bilhões de doláres, ou seja para 1,05 bilhões de pessoas na Africa, America Latina e Caribe foram destinados $59 dólares e para os 6 milhões de israelenses o valor per capita é de...$10 mil dólares.)
3. O fato de que os mísseis israelenses fazem, por outro lado, o mesmo tanto de vítimas, não significa, como bradariam os manifestantes desse fim de semana, que Israel se entrega a um "massacre" deliberado, mas que os dirigentes de Gaza escolheram a atitude inversa e expõem suas populações: velha tática do "escudo humano" que faz com que o Hamas, assim como o Hezbollah há dois anos, instale seus centros de comando, seus estoques de armas, seus bunkers, nos subsolos de prédios, de hospitais, de escolas, de mesquitas - eficaz, mas repugnante.
( Israel possui 300 ogivas nucleares, é a 5a. maior potência nuclear, possui quase 400 caças F-16 e 4000 tanques Merkava dotados de escudo anti-míssel. Reportando ao que escrevi acima, o poder econômico e militar israelense é assustador, por outro lado a economia palestina esta totalmente falida, acabada, a terra fertil esta ocupada por assentamentos de colonos sionistas, agúa potável, energia, gás, tudo isso vem de Israel, a falida economia palestina depende em tudo de Israel. Repugnante é um país oprimir violentamente um povo que não possui um país, não possui porque não há o interesse sionista e isso foi o que a resolução da ONU em 1948 decidiu, o2 estados independentes, um judeu outro árabe. Cade o estado árabe? E ele não que que haja resistência, e ele não quer que haja ódio e repulsa, e ele não quer que haja desespero,ele não quer que haja resitência à aniquilação sistemática.)
4. Entre a atitude de uns e de outros existe, qualquer que seja, uma diferença importante e que não pode ser ignorada por aqueles que se consideram justos, e a tragédia, e os meios de terminá-la: os palestinos atiram sobre cidades, ou seja, sobre civis (o que em direito internacional se chama "crime de guerra"); os israelenses apontam para alvos militares e fazem, sem mirar, terríveis estragos civis (o que em jargão de guerra leva um nome - "estrago colateral" - que, mesmo que seja horrível, remete a uma verdadeira assimetria estratégica e moral).
(Maravilhoso! Fantástico! Os palestinos cometem crime de guerra ao lançar mísseis contra Israel e Israel ao bombardear escolas, hospitais, universidade, prédios com a bandeira da ONU mira em alvos militares, é o cúmulo da hipocrisia, do sinismo, da arrogância. "Estrago colateral" uso de bombas de fósforo! Como é fácil limpar a consciência com o pensamento de que as bombas sionistas quando matam crianças, idosos, mulheres e homens civis é estrago colateral, fatalidade em uma "guerra de igual para igual".)
5. É preciso colocar os pingos nos "is": lembremos ainda um fato que estranhamente a imprensa francesa pouco repetiu, e sobre o qual não conheço, no entanto, nenhum precedente, em nenhuma outra guerra, da parte de nenhum outro exército: as unidades de Tsahal telefonaram de forma sistemática (a imprensa anglo-saxã fala de 100 mil chamadas), durante a ofensiva aérea, aos habitantes de Gaza que vivem perto de um alvo militar para convidá-los a evacuarem o local; é claro que isso não muda em nada o desespero das famílias, suas vidas destruídas, o massacre; mas que as coisas se passem assim não é, entretanto, um detalhe totalmente sem sentido.
(Pelo que soube, por fontes diferentes do sr.Bernard, o exército sionista ligava para as casas falando em árabe e promovia uma conversa como se fossem pró Hamas para saber se naquela casa havia simpatizantes e caso positivo ela viraria alvo "militar". Soube também, por fontes diferentes do sr Bernard, que em outros telefonemas avisam os moradores que de a região em que estavam seria bombardeada e que deveriam se retirar para outra localidade e aí bombardeavam a outra localidade! Os sionistas querem promover uma limpeza étnica, como foi realizada na Bósnia, mas desta vez com a conivência da Europa - EUA)
6. E quanto ao famoso bloqueio integral, enfim, imposto a um povo esfomeado, desprovido de tudo e lançado a uma crise humanitária sem precedentes (sic), ele também não é factualmente exato: os comboios humanitários nunca deixaram de passar, até o início da ofensiva terrestre, no ponto de passagem Kerem Shalom; só para a jornada do 31 de dezembro, foram 100 caminhões de mantimentos e remédios que puderam, segundo o New York Times, entrar no território; e só estou puxando pela memória (pois é desnecessário dizer - ainda que, lendo e ouvindo alguns, talvez isso fique melhor dito...) o fato de que os hospitais israelenses continuam, neste momento em que escrevo, a receber e cuidar, todos os dias, dos feridos palestinos.
(Aqui esse senhor consegue se superar..."comboios humanitários nunca deixaram de passar" é o mesmo que irmos uma vez por mês a uma favela, entregarmos cestas básicas e acharmos que assim tudo fica na mais perfeita e cândida paz! Que benevolência sionista! Os hospitais israelenses cuidam de feridos palestinos, não querem feridos cessem esse ataque insano e desumano!)
Muito em breve, é o que esperamos, os combates cessarão. E muito rápido, é o que também esperamos, os comentadores se recuperarão. Eles vão descobrir, nesse dia, que Israel pode ter cometido erros ao longo dos anos (chances perdidas, longa recusa da reivindicação nacional palestina, unilateralismo), mas os piores inimigos dos palestinos são esses dirigentes extremistas que nunca quiseram a paz, nunca quiseram um Estado e nunca conceberam outro estado para seu povo que não fosse de instrumento e de refém (imagem sinistra de Khaled Mechaal que, no sábado 27 de dezembro, enquanto se determinava a iminência do contra-ataque israelense tão desejado, só sabia incitar sua "nação" a "oferecer o sangue de outros mártires" - e isso a partir de seu confortável exílio, seu esconderijo, em Damasco...).
(Israel não deseja o cessar-fogo até que seu macabro objetivo seja atingido, causar o máximo possível de destruição e morte aos palestinos. E quanto aos comentadores, tem certeza de um que não se recuperará é o sr Bernard, arauto da colonização, filósofo da limpeza étnica.
Continua com sarcásmo e hipocisia: "...que Israel pode ter cometido erros ao longo dos anos..." Israel não cometeu erros, tudo isso que ocorre e que ocorreu, com maior intensidade a partir de 1967, faz parte da política sionista expansionista e continuará até que as Nações civilizadas impeçam esse genocídio.
Hoje, de duas coisas, uma. Ou os Irmãos Muçulmanos de Gaza restabelecem a trégua que eles romperam e, na sequência declaram inválida uma carta baseada sobre a pura recusa da "entidade sionista": eles reunirão esse vasto partido do acordo que não cessa, graças a Deus, de progredir na região - e a paz se fará. Ou senão eles teimarão em só ver no sofrimento dos seus um bom combustível para suas paixões requentadas, seu ódio louco, niilista, sem palavras - e não é somente Israel, mas os palestinos, que deverão ser libertados da sombria influência do Hamas.(O filósofo e escritor francês Bernard-Henri Lévy é o autor dos livros "American Vertigo" e "Ce Grand Cadavre à la Renverse")Tradução: Lana Lim
Ufa chegou ao fim esse tratado da cegueira, intolerância, do jogo de palavras, da pureza sionista.
Quem rompeu os princípios estabelecidos na trégua foi Israel. As partes decidiram na época que o bloqueio da fronteira de Gaza com o Egito seria extinto. Foi acertado que o exército sionista não mais cercaria a região de Gaza, você cumpriu? Pois os sionistas também não! O sofrimento do povo palestino é causado pelos sionistas e a sua política expansionista. Engana-se que o episódio atual, o massacre palestino, não faça crescer a ira e o ódio, que não promova uma reação, uma nova intifada, chegará um momento em que os Palestinos não terão mais nada a perde, e falta pouco, aí então, os verdugos pró-sionistas chama de terrorismo, se agravará terrivelmente.
O maior inimo do conhecimento não é a ignorância...é a ilusão de conhecimento - Stephen Hawking
Paz e liberdade para a Palestina!

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