domingo, janeiro 18, 2009

Domingo 18 janeiro 2009


São 1.300 mortos até agora!

Palestina Livre já!



Que Alah, Jeovah, Deus tenha piedade da nossa desumanidade!

Até quando o holocausto contra os judeus será justificativa, será o aval para a carnificina que o sionismo pratica?

O mundo esta banhado de sangue. As mãos da humanidade estão com sangue, nossas roupas tem sangue, nossa alma tem sangue, e sangue de inocentes.


Meu Senhor e Meu Deus! Não sou digno porque a humanidade, da qual eu faço parte, está impassível, está imobilizada, esta complacente com a morte dos pequeninos.
Senhor, Senhor! Rasgo minhas vestes, me lanço ao chão, escondo minha face porque tenho vergonha, porque o horror esta nos meus olhos!
Palestina, perdoa a nossa omissão, perdoa a nossa arrogância, perdoa a nossa prepotência, perdoa pelos crimes que contra ti praticamos

Que o Senhor tenha piedade de nós!

sábado, janeiro 17, 2009

ILAN PAPPE - Historiador Israelense


















A Limpeza étnica da Palestina

Em maio de 2008 vários historiadores judeus revisaram e contestaram a historia oficial da saga judaica na Palestina
"Um povo sem terra para uma terra sem povo".
Um deles, e talvez o mais renomado, foi Ilan Pape, da Universidade de Haifa.

Seu seu livro, feito através de pesquisas, mostra que havia um plano sionista de ocupação de toda a Palestina, um plano para acabar com a população árabe nativa, esse plano data de 1930, plano idealizado por Ben Gurion. Esse plano começa a ser executado logo após o término da 2a. Guerra Mundial.
Na época todas as aldeias palestinas foram criteriosa e minuciosamente catalogadas pelos sionistas, cada árvore frutífera, cada poço, o tipo de solo foi registrado com precisão e cuidado.
Nessa época povo árabe da Palestina estava órfão dos seus líderes que haviam sido mortos na rebelião árabe de 1936, o que permitiu aos sionistas uma maior mobilidade nas suas ações.
Com o término da 2a. Guerra Mundial, os judeus voltam-se contra os britânicos porque estes resolveram não deixar a Palestina e criar dois estados, um árabe e outro judeu, sob a sua supervisão. A guerrilha judaica contra os britânicos acelerou a decisão deste de deixarem a Palestina, pois estavam enfraquecidos depois do término da 2a. grande guerra. A Grã-Bretanha transfere o poder da região à ONU que toma medidas de favorecimento aos judeus.
A partilha da Palestina, feita pela ONU, não obteve a concordância árabe que via nos judeus uma diretriz tão colonizadora quanto foi a própria Grã-Bretanha na região e como a França na Argélia. Além do mais, a população judaica era de 1/3 do total da população palestina e a ONU prometeu aos judeus metade do território! Metade desses judeus haviam chegado a 2 ou 3 anos antes e já obtiam 1/2 das terras da Palestina.
Alguns membros da ONU sabiam que estavam oferecendo um estado judeu com muitos palestinos nele, fato inaceitável para os sionistas, e que a expulsão/limpeza étnica seria imprescindível. Esses são os principais fatores da recusa árabe em aceitar a divisão da Palestina proposta pela ONU pela divisão da Palestina.
Pouco antes da declaração da criação do Estado de Israel, os sionista começaram a se preparar para atacar os árabes e para isso planejaram duas frentes, eles tinham a consciência de que os árabes tentariam desafiar a determinação da ONU. A primeira frente era a criação e solidificação de um exército regular para enfrentar os árabes, a outra frente era tomar toda a Palestina, expandir a fronteira determinada pela resolução da ONU.
Aproveitando-se da tensão reinante na região e provocando conflitos, os sionistas, atacavam aldeias uma a uma para expulsar os habitantes palestinos, isso ocorreu de forma não acelerada, mas contínua até maio de 1948 data da declaração da criação do estado de Israel. Em 10 de maio de 1948 quando o mandato inglês na região estava prestes a acabar, os sionistas aceleraram as suas ações de expulsão dos palestinos de suas localidades. Aversão da história oficial é que os árabes decidiram partir por conta própria por causa da propaganda e transmissões de rádio de países vizinhos aconselhando-os a partir, então 800 mil árabes partiram por conta própria de seus lares, de suas aldeias. Mentira, fábula, revela Pappe, não existem provas de tais transmissões radiofônicas, um fato é que tudo que ia ao ar era gravado pelos britânicos desde 1930 em toda a Palestina e também no Oriente Médio. Segundo Pappe, ninguém foge voluntariamente, com o a versão de Israel apregoa, quem foge não o faz voluntariamente. Ele conta histórias que ouviu em aldeias litorâneas da Palestina e de Israel. Declara que por decisão da ONU as pessoas deviam se tornar cidadãos israelenses e elas se resignaram a essa determinação, diziam: os otomanos nos oprimiram, os turcos e britânicos também, agora os judeus mandarão em nós. Essas populações eram constituídas de humildes camponeses e fazendeiros que viram isso como apenas mais um governo mandando neles, mas não acreditaram quando o Exército de Israel chegou e deu-lhes menos de 01 hora para abandonar a aldeia e levar o que podiam, aldeia em que viviam há centena de anos. O exército usou de violência, atirando para o alto para acelerar a fuga, massacrando aqueles que resistiam e até estuprou mulheres. No relato do livro, Ilan Pappe escreve ser incompreensível que um povo que sobreviveu a um holocausto três anos antes seja capaz de tal barbárie.
No livro Ben Gurion é apontado como o arquiteto do plano de limpeza étnica contra os palestinos, outro responsabilizado pela limpeza étnica é Yitzhak Rabin, Conta Pappe, que no centro da Palestina havia duas cidades, Lydda e Ramla, onde viviam mais de cem mil pessoas. No verão de 1948 Rabin erradicou essa população, ele obrigou, sob o quentíssimo verão palestino, a marchar até a Cisjordânia, a dezenas de quilometros, muitos morreram de sede e de fome. Pappe menciona que os maiores responsáveis pelas atrocidades cometidas foram aqueles que compunham o movimento trabalhista, que eram seus líderes.
Nos anos 50, do século 20, esse movimento de limpeza étnica prossegue porém, não se completou, tiveram que deixar 10% da população que desejavam eliminar soreviver. Foi assim que nasce as minorias árabes e israelenses. Para Ben Gurion e seus assessores esse era um número muito alto pois desejavam um estado judeu puro. Como não havia mais guerra era necessário uma outra forma de dar continuidade ao planejado e a forma escolhida era a expulsão sumaria dos palestinos das aldeias. Desde 1948 a máquina sionista de limpeza étnica dos palestinos não parou um dia seguer, ela funciona o tempo todo até os nossos dias.
Há uma definição, menciona Pappe, dada pelo site do Departamento de Estado dos EUA. Diz que após toda a operação de limpeza étnica, é apagada a história desse povo, não se limita a exterminar o povo, mas também a apagar sua história. O povo é apagado dos livros de história e do local. Israel pratica essa definição, como conta no livro. Há um mecanismo muito bem elaborado que inclui a plantação de florestas, a substituição de nomes palestinos por hebreus.
Nos anos 60 nascem os movimentos nacionalistas, a OLP, Fatah a Frente Democrática e outros que comparando com a Haganah, Irgun, são movimentos anticolonialistas em contraposição aos segundos que são movimentos colonialistas, porém com métodos de ação semelhantes. É bom lembrar aos israelenses que quando chamam os palestinos de terroristas que eles também já foram terroristas.
Do conceito de limpeza étnica passa para o conceito de bomba demográfica, que chamam de problema demográfico, é um conceito da maioria dos partidos políticos de Israel e membros da elite política. Há uma maneira quantitativa de saber quando os árabes se tornam um perigo, é quando a população palestina chega a 20 a 25 % da população de Israel. Se no Estado de Israel houver 25 mil não judeus com cidadania israelense, mas etnia árabe, aos olhos da elite política de Israel, é o fim do estado judeu. Seu temor é de que, políticos populistas usem de qualquer meio a sua disposição para impedir que a população palestina chega a 20% da população israelense.
Pappe acredita que a longo prazo Israel possa se tornar um estado que congregue outras crenças por dois motivos, o primeiro é que Israel hoje esta exagerando nos seus métodos contra os palestinos, no passado foram um pouco mais sensatos porque achavam que o mundo estava atento, hoje estão exagerando, estão testando a paciência mundial e quando o poder americano diminuir, e segundo ele isso ocorrerá, o mundo ficará mais corajoso para expor o lado racista de Israel. O segundo motivo é que não se esta conseguindo mais separar a população judaica e palestina na região, eles fizeram muitos assentamentos na região da Cisjordânia e as comunidades estão começando a se entrelaçar, há indícios disso, os israelense mais racistas já entendem que seus filhos devem aprender a língua árabe, e por outro lados os palestinos mais fanáticos já desejam que os filhos aprendam o hebraico, eles visualizam um estado binacional, que não necessáriamente nascerá com amor e nem felizes com tal realidade, mas chegando a conclusão de que qualquer outra situação será a destruição mútua, como denominam os americanos. Acredita que os processos locais e a impaciência mundial, com os problemas que Israel vem ocasionando ao mundo sobretudo no front Irã e Síria, construirá uma nova realidade na Palestina. Há uma probabilidade muito mais terrivel que é de que antes que o mundo possa agir Israel tenha sucesso na eliminação dos palestinos


quinta-feira, janeiro 15, 2009

AS IFD NÃO TEM PIEDADE DAS CRIANÇAS EM GAZA

Extraido do jornal Haaretz (http://www.haaretz.com/hasen/spages/1055574.html) de Israel.
Comentário do jornalista Gideon Davi

(IFD - Forças de Defesa Israelense, Exército de Israel)

O combate em Gaza é uma “guerra de luxo”.

Em comparação com as guerras anteriores, esta é uma brincadeira de criança – bombardeios gratuitos como se praticando – tanques e soldados de artilharia alvejando casas e civis dos seus veículos blindados. Tropas de engenharia de combate destruindo por completo ruas em seus agourentos veículos protegidos sem encontrar uma séria oposição. Um grande, amplo exército está lutando contra uma população indefesa e fraca, com uma organização esfarrapada que tem fugido da zona de do conflito, mal e mal conseguindo se levantar para lutar. Tudo isto deve ser dito abertamente, antes de exultarmos do nosso heroísmo e vitória.

Essa guerra também é uma brincadeira de criança por causa de suas vítimas. Cerca de um terço dos mortos em Gaza, foram as crianças 311, segundo o Ministério da Saúde palestino, 270 de acordo com o grupo dos direitos humanos B'Tselem – do total de 1000 mortos na quarta-feira. Cerca de 1.550 dos 4.500 feridos foram também as crianças de acordo com dados da ONU, que diz que o número de crianças mortas triplicou desde o começou da operação.

Esta é uma proporção muito grande para qualquer padrão ético humanitário.

É suficiente olhar as imagens provenientes do Hospital Shifa e ver a quantidade de crianças queimadas e morrendo de hemorragia. A História tem visto inúmeras guerras brutais tirar inúmeras vidas. Mas a proporção desta horrível guerra, um terço dos mortos serem crianças, não foi vista na memória recente.

Deus não mostra misericórdia sobre as crianças de Gaza, nem o Exército Israelense. Esse é o modo quando uma guerra acontece em uma área densamente povoada, com uma população tão abençoada de crianças. Cerca da metade dos moradores de Gaza tem menos de 15 anos.

Nenhum piloto ou soldado foi para a guerra para matar crianças, mas também não parece que pretendem não matá-las. Eles foram para a guerra depois do Exército já ter matado 952 crianças e adolescentes palestinos desde maio de 2000.

A chocante indiferença da opinião pública para estes números é incompreensível.

Mil apologistas e propagandistas não podem desculpar-se dessa matança criminosa.

Podemos culpar Hamas pela morte de crianças, mas nenhuma pessoa razoável no mundo vai comprar essas ridículas, viciadas mercadorias de propaganda em função das imagens e estatísticas provenientes de Gaza.

Podem dizer que o Hamas se esconde entre a população civil, como se o Ministério da Defesa em Tel Aviv não estivesse também localizado no coração de uma população civil, como se houvesse lugares em Gaza que não estivessem no coração da população civil.

Pode-se também afirmam que o Hamas utiliza crianças como escudos humanos, como se no passado as nossas próprias organizações que lutaram para estabelecer um país não recrutaram crianças para isso.

Uma maioria significativa das crianças mortas na Faixa de Gaza não morreu porque foram usadas como escudos humanos ou porque trabalhou para Hamas. Eles foram mortos por culpa dos bombardeios das Forças Israelenses, do fogo das armas contra eles, suas famílias, seus apartamentos. É por isso que o sangue dos filhos de Gaza está em nossas mãos, e não sobre as mãos do Hamas, e nós nunca poderemos ser capazes de escapar dessa responsabilidade.

As crianças palestinas que sobreviverem vão lembrar-se desta guerra. É suficiente assistir o filme maravilhoso de Juliano Mer Khamis, nascido em Nazaré, As crianças de Arna, para entender o que estamos deixando para os que vivem no meio do sangue e da ruína. O filme mostra os filhos de Jenin - que viram menos horror do que o de Gaza - que crescem e se tornam homens bomba suicidas.

Uma criança que viu sua casa destruída, matarem seu irmão e seu pai, não vai perdoar ser humilhado. A última vez que fui autorizado a visitar a Gaza, em novembro de 2006, fui para a escola infantil Indira Gandhi em Beit Lahia. Os alunos me contaram o que tinham visto no dia anterior, um míssil das forças israelense que atingiu o ônibus da escola e matou sua professora, Najwa Halif, na frente dos seus olhos. Eles estavam em choque.

É possível que alguns deles, agora, tem sido feridos ou mortos.

Gideon Davi

Parlamento Europeu denuncia "castigo coletivo" imposto a palestinos




















Folha OnLine -15/01/2009 - 11h53

Parlamento Europeu denuncia "castigo coletivo" imposto a palestina

Eufeminsmo, o que esta acontecendo é um genocídio crime contra a humanidade.
Os homens de boa vontade devem todos se levandar e bradar contra esse assassinato promovido pelos sionistas.
A palestina não merece isso!
O povo judeu não merece ter a pecha de Caim sobre si!

Os Terroristas que Israel persegue















Imagem obtida do site
http://www.elfarra.org/gallery/gaza.htm

Criança com menos de 05 meses assassinada em sua casa. Quantos israelenses esse pequenino terrorista assassinou?
Quantos foguetes Quassam ele disparou?

Até Quando?

Terra.com.br - Oriente Médio

Quinta, 15 de janeiro de 2009, 08h19 Atualizada às 08h35

Ataque a sede da ONU em Gaza deixa três feridos


  • Número de mortos
  • Palestinos: 1024
  • Israelenses: 13
  • Feridos: 4580
  • Fonte: Agências internacionais
Três projéteis atingiram um complexo, causando um grande incêndio", disse o porta-voz Richard Gunnes. As sedes estavam sendo usadas como abrigo para centenas de palestinos que fugiram da ofensiva.

Segundo a AP, a área foi engolfada por fumaça e não ficou claro se alguém ainda está nos prédios, nos quais estavam sediados a agência da ONU para refugiados palestinos, além de escolas e escritórios.

O ataque aconteceu pouco antes de o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se encontrar na cidade israelense de Tel Aviv com a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni.

Com agências internacionais


O governo sionista faz desdém da opinião pública mundial e ridiculariza a ONU, o secretário-geral chegando a Tel Aviv e o exército sionista, violento e arrogante, continua a bombardear instalações, que supostamente, são neutras.

A cada dia fica mais evidente que o que Israel pratica contra os palestinos é um crime contra toda a Humanidade! Basta!



quarta-feira, janeiro 14, 2009

Os que apóiam essa guerra apóiam o horror


Extraído site Carta Maior (www.cartamaior.com.br)

Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes. Quem prega mais guerra e crê que haja justiça em assassinatos em massa perde o direito de falar de moralidade e humanidade. Esse tipo de atitude é perfeita representação das duas caras de Israel, sempre alertas, ao mesmo tempo: praticar qualquer crime, mas, ao mesmo tempo, auto-absolver-se, sentir-se imaculado aos próprios olhos. O artigo é do jornalista israelense Gideon Levy.

Israel atinge cemitério em Gaza; palestinos lutam por funerais

Notícia Publicada no site Uol - FolhaOnLine Mundo

O grifo é meu...

Um jato israelense bombardeou nesta quarta-feira o lotado cemitério Xeque Radwan, que fica na Cidade de Gaza, na faixa de Gaza, complicando ainda mais a situação dos palestinos, que lutam para enterrar os seus mortos. Desde que Israel iniciou uma imensa ofensiva militar ao grupo radical islâmico Hamas, 19 dias atrás, mais de 940 palestinos foram mortos.
Há alguns dias, os principais cemitérios de Gaza chegaram a ser fechados devido ao excesso de funerais. Eles agora reabriram, e as famílias se esforçam para encaixar os novos mortos. Uma foi obrigada a enterrar o filho sobre o avô. Três primos jovens foram colocados na cova de uma tia morta há anos. Um homem foi sepultado com o irmão.

"Toda Gaza é um cemitério", afirmou o coveiro Salman Omar nesta terça-feira (13) à agência de notícias Associated Press. "Você tem um mártir [termo usado em Gaza para os palestinos mortos por israelenses], você precisa de uma solução imediata. Olhe onde sua vó, tio ou mãe foram enterrados e enterre-o lá. Se forem três ou quatro, enterre todos juntos", disse.

No cemitério de Xeque Radwan, depois do bombardeio, os moradores da região recolheram em sacolas plásticos os restos mortais e os devolveram à cratera que tomou lugar de cerca de 30 tumbas. Para passar pela área, muitos cobrem o rosto com panos, por causa do odor.

Agora vem o pior! A justificativa dos assassinos

O Exército israelense informou que o ataque ao cemitério visava um arsenal que fica ao lado e que um segundo ataque conseguiu atingir uma plataforma de foguetes. O dano ocorrido no cemitério foi oriundo da explosão do arsenal, alegam os militares. Gaza sempre sofreu para acomodar os mortos e, agora, com a ofensiva de Israel por terra, ficou impossível chega ao Cemitério dos Mártires, o único com tumbas disponíveis.

Egoísmo coletivo - Tendências Folha de São Paulo

Egoísmo coletivo

MATEUS SOARES DE AZEVEDO


Politicamente, o sionismo pertence à família dos totalitarismos ultranacionalistas, em sua modalidade "judaica"

SDEROT, EM Israel, onde caíram foguetes Qassam do Hamas (de fabricação artesanal, alcance até 10 km e pouca precisão), era, até 1948, um vilarejo palestino. Seus habitantes foram expulsos antes da criação de Israel e confinados numa estreita faixa de terra, no sudoeste do país, na fronteira com o Egito.
Esse pequeno território, com 35 km de comprimento por 10 km de largura, é a tristemente famosa faixa de Gaza. Para lá foram levados os humilhados e ofendidos palestinos, expulsos pelos novos donos da terra, os sionistas israelenses.
Quem são os sionistas? Filosoficamente, o sionismo constitui uma das faces modernas daquela busca sempre perseguida e jamais realizada de um "absoluto" terreno. Busca crescentemente explosiva e destrutiva -nazismo e comunismo são dois outros exemplos dessa busca irracional.
Religiosamente, o sionismo representa um rompimento revolucionário com a tradição judaica. É a síntese acabada do processo de secularização do ideal messiânico e uma apostasia do judaísmo. É um desvio profano do messianismo. Politicamente, pertence à família dos totalitarismos ultranacionalistas, em sua modalidade "judaica". Coloco os parênteses porque se trata de uma ruptura com a tradição judaica, sendo uma perversão nacionalista e xenófoba dela. De fato, judeus tradicionais são antissionistas e o consideram uma dessacralização da religião.
O sionismo é um tipo de "egoísmo coletivo". Para nós, tudo; para os outros, nada. Se o egoísmo individual já não é bonito, imagine o coletivo... Ele tira prazer vulgar do narcisismo e do preconceito contra o estrangeiro. Caracteriza-se pela estupidez, pela superficialidade e por um máximo de brutalidade -como se pode constatar sem dificuldade hoje.
Em Gaza, a maioria de seus 1,5 milhão de habitantes é de refugiados e seus descendentes, expulsos de cerca de 350 cidades e vilarejos palestinos que foram riscados do mapa por grupos terroristas judaicos, como o Irgun, o Haganá, a gangue Stern ou, posteriormente, pelo Exército israelense. Ou seja, eles não estão ali por vontade própria, mas porque foram forçados -outro termo para descrever a situação é "limpeza étnica".
Apesar de ser outro país, Israel controla o espaço aéreo de Gaza e suas fronteiras terrestres e marítimas. Nada nem ninguém entra ou sai de Gaza sem sua anuência. Além disso, esse bloqueio foi tornado ainda mais rigoroso -um autêntico "selamento" territorial- depois da vitória eleitoral do Hamas há dois anos. Isso aumentou ainda mais as já terríveis adversidades de seus habitantes: saúde deteriorada, carestia, desemprego de mais de 50% da população masculina. Gaza sofre o que racistas não tão antigamente chamavam de "punição coletiva".
Quanto ao massacre militar, que alguns preferem eufemisticamente chamar de "conflito", não há necessidade de entrar em discussão: os números por si sós são eloquentes. Mais de 900 seres humanos, a maioria civis, incluindo duas centenas de crianças, já perderam a vida em Gaza. Quatro mil feridos. A crer no ódio que corre nas veias de muitos israelenses e seus apoiadores no mundo, mais vidas estão para ser ceifadas.
Do lado israelense, uma dezena de mortos, a maioria militares. Isso dá uma proporção de 1 para 100. Como escreveu Gideon Levy no jornal israelense "Haaretz", "é como se o seu sangue valesse cem vezes menos do que o nosso, reconhecendo nosso racismo inerente".
Muitos questionam o que os brasileiros fariam caso o Hamas lançasse seus foguetes contra nós. Afinal, argumentam, "Israel tem o direito de se defender".
Antes disso, devemos perguntar o que faríamos se tivéssemos sido expulsos de nossas terras e comprimidos num exíguo território. O que os brasileiros fariam se tivessem fechado hermeticamente esta área por mais de um ano, sem deixar entrar alimentos ou medicamentos nem permitir à população entrar ou sair? Falando pelos americanos, Takis Theodoracopulos, editor do site Taki's magazine, respondeu: "O que faríamos nessa situação seria muito mais duro e eficaz do que os oprimidos, mas não vencidos, palestinos têm feito com seus Qassams".
Takis conclui: temos sido totalmente iludidos pela poderosa máquina de propaganda sionista. Apoiar essa guerra é justificar seu cortejo de brutalidades e horrores; é ser iludido pela propaganda.

MATEUS SOARES DE AZEVEDO, 48, jornalista, é mestre em história das religiões pela USP e autor de "Homens de Um Livro Só: O Fundamentalismo no Islã e no Pensamento Moderno" (Best Seller, 2008) e "A Inteligência da Fé: Cristianismo, Islã e Judaísmo" (Record, 2006).

O assassinato vai continuar...




Em declaração publicada pelo jornal londrino The Guardian, o líder da oposição, Binyamin Netanyahu, declarou que a vitória de Israel contra o Hamas deve ser clara e que, em última instância, deve ser removido de Gaza.
Declara o líder judeu: "Nós estamos lutando uma guerra justa, talvez a mais justa guerra existe."

Ele disse que Israel não deve se retirar unilateralmente dos território ocupados, incluindo as Colinas de Golan e de partes da Cisjordânia, que foram capturados e ambos ocupados em 1967 a guerra.

Fica claríssimo nas declarações de Netanyahu que Israel pretende exterminar o povo palestino. Vitória clara significa a continuidade do massacre em andamento que já assassinou 1000 palestinos e deixou outros mais 4.000 feridos.
Lutando uma guerra justa? Uma guerra não! Um massacre contra um povo, crianças, mulheres, homens e idosos. Um aniquilamento da sua cultura e história.

Fica claríssimo também que ao afirmar que Israel não devoverá os territórios que invadiu e ocupa, que a política expansionista sionista se manterá

Há uma limpeza étnica ocorrendo na região! Israel é o verdugo do povo palestino

terça-feira, janeiro 13, 2009

A EXPANSÃO TERRITORIAL SIONISTA

1896 - O judeu-austríaco Theodor Herzl (1860-1904), numa reação ao anti-semitismo, publica o livro “O Estado Judeu” em que defende a criação de um Estado nacional judaico, transformando o sionismo, de difusa aspiração mística em ideal político concreto. Inicia-se a migração, patrocinada por banqueiros, de judeus à Palestina.
1923 - Os judeus somam a 11% do total da população da Palestina.
1948 - Ano da criação do Estado de Israel, os judeus controlam 75% da Palestina, cerca de 700.000 palestinos são levados para campos de refugiados.

1967 - Israel invade o Sinai, Gaza, as colinas do Golan (Síria) e Cisjordânia, se intensifica a política da construção de assentamentos desconsiderando todos os direitos dos árabes ali reidentes e expulsando-os das suas localidades. A população árabe na região se reduz a 13% de um total de 2,3 milhões de habitantes.
2009 - Israel controla 90% do território palestino, 1,3 milhões de palestinos encontram-se encurralados em Gaza e 3 milhões vivem em campos de refugiados.

Bernard-Henri Lévy: libertar os palestinos do Hamas

Bernard-Henri Lévy: libertar os palestinos do Hamas (????)
Vamos lá! Mais uma artigo que tenta defender a indefensável posição sionista.

Bernard-Henri Lévy - The NYT News Service
Não sendo um especialista militar, vou me abster de julgar se os bombardeios israelenses sobre Gaza poderiam ter sido mais bem mirados, menos intensos.
(Não sendo também um especialista militar, mas tendo bom senso e um pouco de conhecimento, sei que a tecnologia desenvolvida em armamentos permite bombardear qualquer lugar com erro de poucos metros).
Não tendo, há décadas, jamais me decidido a distinguir entre os bons e os maus mortos, ou como dizia Camus, entre "vítimas suspeitas" e "carrascos privilegiados", evidentemente eu também estou abalado pelas imagens de crianças palestinas mortas.
(Eu prefiro distinguir entre pessoas boas mortas e assassinos mortos. As imagens de crianças palestinas mortas são chocantes, arrasadoras, mas é apenas o ato final de crianças que vivem oprimidas, sem as mínimas condições de saúde, educação, lazer, traumatizadas psicologicamente com a violência diária praticada pelas forças de ocupação sionistas).
Dito isso, e levando em conta o vento de loucura que parece, mais uma vez, como sempre quando se trata de Israel, tomar conta de certas mídias, eu gostaria de relembrar alguns fatos.
(Vamos a eles! E lembrando a maioria da mídia ocidental é pró-sionismo).
1. Nenhum governo do mundo, nenhum outro país fora esse Israel vilipendiado, arrastado na lama, endemoniado, tolera ver milhares de mísseis caírem, durante anos, sobre suas cidades: o mais notável na questão, o verdadeiro motivo de espanto, não é a "brutalidade" de Israel - é, literalmente, seu longo castigo.
(Castigo? Expulsam os palestinos, encurralam 1,3 milhões de pessoas numa pequena porção de terra vigiada 24 horas, impedem que as pessoas tem empregos regulares, 53% da população palestina não tem emprego e vive de ajuda humanitária, destroem suas residencias com tratores, impedem o ir e vir, e o sr.Bernard-Henry não quer que haja rebeldia, repulsa, que o ódio cresça nos corações dos oprimidos.)
2. O fato de que os Qassam do Hamas e agora seus mísseis Grad tenham feito tão poucos mortos não prova que eles sejam artesanais, inofensivos etc., mas que os israelenses se protegem, que eles vivem isolados nos porões de seus prédios, abrigados: uma existência de pesadelo, em condicional, ao som de sirenes e de explosões - eu estive em Sderot, eu sei.
(Que maravilha! Uma pérola! Os israelense se protegem e devem mesmo com $108 bilhões de dólares que os EUA destinaram de 1949 até 2006 podem fazer isso e muito mais. No período de 1946 até 1996 os EUA destinaram para a Africa, América Latina e Caribe um total de $60 bilhões de doláres, ou seja para 1,05 bilhões de pessoas na Africa, America Latina e Caribe foram destinados $59 dólares e para os 6 milhões de israelenses o valor per capita é de...$10 mil dólares.)
3. O fato de que os mísseis israelenses fazem, por outro lado, o mesmo tanto de vítimas, não significa, como bradariam os manifestantes desse fim de semana, que Israel se entrega a um "massacre" deliberado, mas que os dirigentes de Gaza escolheram a atitude inversa e expõem suas populações: velha tática do "escudo humano" que faz com que o Hamas, assim como o Hezbollah há dois anos, instale seus centros de comando, seus estoques de armas, seus bunkers, nos subsolos de prédios, de hospitais, de escolas, de mesquitas - eficaz, mas repugnante.
( Israel possui 300 ogivas nucleares, é a 5a. maior potência nuclear, possui quase 400 caças F-16 e 4000 tanques Merkava dotados de escudo anti-míssel. Reportando ao que escrevi acima, o poder econômico e militar israelense é assustador, por outro lado a economia palestina esta totalmente falida, acabada, a terra fertil esta ocupada por assentamentos de colonos sionistas, agúa potável, energia, gás, tudo isso vem de Israel, a falida economia palestina depende em tudo de Israel. Repugnante é um país oprimir violentamente um povo que não possui um país, não possui porque não há o interesse sionista e isso foi o que a resolução da ONU em 1948 decidiu, o2 estados independentes, um judeu outro árabe. Cade o estado árabe? E ele não que que haja resistência, e ele não quer que haja ódio e repulsa, e ele não quer que haja desespero,ele não quer que haja resitência à aniquilação sistemática.)
4. Entre a atitude de uns e de outros existe, qualquer que seja, uma diferença importante e que não pode ser ignorada por aqueles que se consideram justos, e a tragédia, e os meios de terminá-la: os palestinos atiram sobre cidades, ou seja, sobre civis (o que em direito internacional se chama "crime de guerra"); os israelenses apontam para alvos militares e fazem, sem mirar, terríveis estragos civis (o que em jargão de guerra leva um nome - "estrago colateral" - que, mesmo que seja horrível, remete a uma verdadeira assimetria estratégica e moral).
(Maravilhoso! Fantástico! Os palestinos cometem crime de guerra ao lançar mísseis contra Israel e Israel ao bombardear escolas, hospitais, universidade, prédios com a bandeira da ONU mira em alvos militares, é o cúmulo da hipocrisia, do sinismo, da arrogância. "Estrago colateral" uso de bombas de fósforo! Como é fácil limpar a consciência com o pensamento de que as bombas sionistas quando matam crianças, idosos, mulheres e homens civis é estrago colateral, fatalidade em uma "guerra de igual para igual".)
5. É preciso colocar os pingos nos "is": lembremos ainda um fato que estranhamente a imprensa francesa pouco repetiu, e sobre o qual não conheço, no entanto, nenhum precedente, em nenhuma outra guerra, da parte de nenhum outro exército: as unidades de Tsahal telefonaram de forma sistemática (a imprensa anglo-saxã fala de 100 mil chamadas), durante a ofensiva aérea, aos habitantes de Gaza que vivem perto de um alvo militar para convidá-los a evacuarem o local; é claro que isso não muda em nada o desespero das famílias, suas vidas destruídas, o massacre; mas que as coisas se passem assim não é, entretanto, um detalhe totalmente sem sentido.
(Pelo que soube, por fontes diferentes do sr.Bernard, o exército sionista ligava para as casas falando em árabe e promovia uma conversa como se fossem pró Hamas para saber se naquela casa havia simpatizantes e caso positivo ela viraria alvo "militar". Soube também, por fontes diferentes do sr Bernard, que em outros telefonemas avisam os moradores que de a região em que estavam seria bombardeada e que deveriam se retirar para outra localidade e aí bombardeavam a outra localidade! Os sionistas querem promover uma limpeza étnica, como foi realizada na Bósnia, mas desta vez com a conivência da Europa - EUA)
6. E quanto ao famoso bloqueio integral, enfim, imposto a um povo esfomeado, desprovido de tudo e lançado a uma crise humanitária sem precedentes (sic), ele também não é factualmente exato: os comboios humanitários nunca deixaram de passar, até o início da ofensiva terrestre, no ponto de passagem Kerem Shalom; só para a jornada do 31 de dezembro, foram 100 caminhões de mantimentos e remédios que puderam, segundo o New York Times, entrar no território; e só estou puxando pela memória (pois é desnecessário dizer - ainda que, lendo e ouvindo alguns, talvez isso fique melhor dito...) o fato de que os hospitais israelenses continuam, neste momento em que escrevo, a receber e cuidar, todos os dias, dos feridos palestinos.
(Aqui esse senhor consegue se superar..."comboios humanitários nunca deixaram de passar" é o mesmo que irmos uma vez por mês a uma favela, entregarmos cestas básicas e acharmos que assim tudo fica na mais perfeita e cândida paz! Que benevolência sionista! Os hospitais israelenses cuidam de feridos palestinos, não querem feridos cessem esse ataque insano e desumano!)
Muito em breve, é o que esperamos, os combates cessarão. E muito rápido, é o que também esperamos, os comentadores se recuperarão. Eles vão descobrir, nesse dia, que Israel pode ter cometido erros ao longo dos anos (chances perdidas, longa recusa da reivindicação nacional palestina, unilateralismo), mas os piores inimigos dos palestinos são esses dirigentes extremistas que nunca quiseram a paz, nunca quiseram um Estado e nunca conceberam outro estado para seu povo que não fosse de instrumento e de refém (imagem sinistra de Khaled Mechaal que, no sábado 27 de dezembro, enquanto se determinava a iminência do contra-ataque israelense tão desejado, só sabia incitar sua "nação" a "oferecer o sangue de outros mártires" - e isso a partir de seu confortável exílio, seu esconderijo, em Damasco...).
(Israel não deseja o cessar-fogo até que seu macabro objetivo seja atingido, causar o máximo possível de destruição e morte aos palestinos. E quanto aos comentadores, tem certeza de um que não se recuperará é o sr Bernard, arauto da colonização, filósofo da limpeza étnica.
Continua com sarcásmo e hipocisia: "...que Israel pode ter cometido erros ao longo dos anos..." Israel não cometeu erros, tudo isso que ocorre e que ocorreu, com maior intensidade a partir de 1967, faz parte da política sionista expansionista e continuará até que as Nações civilizadas impeçam esse genocídio.
Hoje, de duas coisas, uma. Ou os Irmãos Muçulmanos de Gaza restabelecem a trégua que eles romperam e, na sequência declaram inválida uma carta baseada sobre a pura recusa da "entidade sionista": eles reunirão esse vasto partido do acordo que não cessa, graças a Deus, de progredir na região - e a paz se fará. Ou senão eles teimarão em só ver no sofrimento dos seus um bom combustível para suas paixões requentadas, seu ódio louco, niilista, sem palavras - e não é somente Israel, mas os palestinos, que deverão ser libertados da sombria influência do Hamas.(O filósofo e escritor francês Bernard-Henri Lévy é o autor dos livros "American Vertigo" e "Ce Grand Cadavre à la Renverse")Tradução: Lana Lim
Ufa chegou ao fim esse tratado da cegueira, intolerância, do jogo de palavras, da pureza sionista.
Quem rompeu os princípios estabelecidos na trégua foi Israel. As partes decidiram na época que o bloqueio da fronteira de Gaza com o Egito seria extinto. Foi acertado que o exército sionista não mais cercaria a região de Gaza, você cumpriu? Pois os sionistas também não! O sofrimento do povo palestino é causado pelos sionistas e a sua política expansionista. Engana-se que o episódio atual, o massacre palestino, não faça crescer a ira e o ódio, que não promova uma reação, uma nova intifada, chegará um momento em que os Palestinos não terão mais nada a perde, e falta pouco, aí então, os verdugos pró-sionistas chama de terrorismo, se agravará terrivelmente.
O maior inimo do conhecimento não é a ignorância...é a ilusão de conhecimento - Stephen Hawking
Paz e liberdade para a Palestina!

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