quarta-feira, março 28, 2007

O TSE e MARCO AURÉLIO MELLO



Do blog do Dirceu: http://blogdodirceu.blig.ig.com.br

Decisão do TSE reafirma urgência da reforma política.
Pela terceira vez, o Tribunal Superior Eleitoral, na prática, legisla. Ou seja, substitui o Poder Legislativo.
Primeiro foi a decisão que derrogou a cláusula de barreira, depois sobre a divisão do fundo partidário e do horário partidário no rádio e na TV. Agora, é a fidelidade partidária. Sem entrar no mérito de cada decisão daquela Corte, na prática ela está ocupando um vazio legal deixado pelo Congresso Nacional. A decisão de ontem afirma que os mandatos pertencem aos partidos. Uma mudança e tanto daquele Tribunal, já que o PT nunca conseguiu uma decisão a seu favor no caso de parlamentares que abandonaram o partido.
Antes tarde do que nunca. Essa situação, mesmo que a decisão não tenha efeitos legais e que haja recurso para o Supremo Tribunal Federal, deixa claro, mais do que nunca, a urgência da reforma política e a gravidade da situação atual. Na prática, há uma indecisão e uma paralisia na Câmara, já que a reforma política já foi votada no Senado. É bom lembrar que o relatório final da Comissão que cuidou da reforma está pronto para ser votado. É só levar para o plenário e, pelo menos, aprovar o financiamento público e o voto em lista, já que a fidelidade partidária caminha para ser decidida pelos Tribunais. O seja, pelo STF, a Corte Constitucional do Brasil.
enviada por Zé Dirceu

Concordo com Zé Dirceu, só faço uma resalva a de que o TSE ocupa o espaço vazio deixado pela Câmara. Ocupa sim, mas por intromissão do Ministro Marco Aurélio Mello que há muito tempo vem empurrando o TSE para aceitar sempre os pleitos de PFL e PSDB. Lembre-se do balão de ensaio de cassação que o Ministro lançou nas eleições presidenciais quando deu declarações sobre as contas de campanha do Lula dizendo que estavam irregulares antes mesmo da análise final.

Marco Aurélio, adorador de holofotes e câmeras de TV, cumpre a missão, de quando pode, tentar desestabilizar o atual Governo.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

A DEMAGOGIA



Governador tem que ter avião, diz José Serra.
da Folha ONLINE - Edição de 15/02/2007

"Contrariando o discurso adotado pelo PSDB ao longo da disputa presidencial, o governador de São Paulo, José Serra, defendeu ontem a decisão do Estado de recompra de um avião vendido em junho do ano passado. Seu argumento é de que um governador, especialmente de um Estado do porte de São Paulo, tem que contar com um avião à disposição"

A notícia publicada na FOLHA, parte dela acima reproduzida, comprova que o Tucanato, principalmente o paulista, utiliza-se de demagogia descarada para se opor ao Governo de LULA.
Mote da campanha de Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência, a venda do Aero Lula, proporcionaria a construção de uma infinidade de hospitais.
Há 02 meses, ainda não completados, governando Serra readquiriu o avião que o Governo do Estado anterior vendeu, entrou no negócio da privatização da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista.
Alega o atual Governador, e concordo, que o Governador tem que ter avião.
Pergunto, diante de tal situação, como deverá estar se sentindo o Senhor G.A Choque de Gestão?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Redução da Maioridade Penal




O assassinato cruel do menino João Hélio Fernandes levou o país a discutir e a grande maioria a exigir a redução da maioridade penal.
O que implicará, no meu ponto de vista, a redução da maioridade penal?
  • Que menores de 18 anos fiquem presos em penitenciárias com bandidos de grande periculosidade.
  • Que o sistema penitenciário que se encontra falido e acabado inche ainda mais.
  • Que a sociedade se contente com essa medida e esqueça de refletir seriamente sobre o problema da violência e insegurança cada vez mais crescente no país.

Para mim são fatos que levam ao estado caótico que nos encontramos:

  • A pobreza crescente e mais do que ela a desigualdade social que condena muitos a viverem toda a sua existência exilados de condições minímas para progredirem socialmente.
  • A omissão do Estado que não se estabelece firmemente nos guetos dominados pelo tráfico de drogas. Estado que não dá a mínima condição para que o ser humano dessas localidades para que se torne um cidadão. Estado que não dá saúde, educação e não proporciona oportunidades de trabalho à população.
  • A polícia que há anos, para ser bondoso desde os tempos da Ditadura, se tornou uma organização corrupta que estabelece e cria leis que lhe interessam. Violenta, agride e humilha os mais carentes e necessitados, participa, talvez em até mais alto grau, de crimes violentos e infames

Claro, lógico e sensato entender que há pessoas que praticam crimes com requintes de extrema selvageria e violência repugnante, a esses devemos relamente ter meios de punição mais severos e mais duradouros, extender, por exemplo, o tempo de reclusão dos menores infratores poderá ser uma medida acertada, desde que em instituições que visem a recuperação do infrator.

Porém, enquanto o Estado não ocupar o seu lugar e realmente desempenhar o seu papel que é de inclusão, a cada dia que passa novos assassinos do menino João Hélio e de outros tantos meninos, meninas, seres humanos, estarão crescendo e agirão com a mesma ou maior violência, nosso modelo social de exclusão é por demais propício para o surgimento de monstros sem sensibilidade

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Há uma ameaça no ar!


Nos últimos andares desse edifício se reunem os homens que ameaçam os bons ares da economia brasileira.
As decisões desses senhores afetam o nosso dia a dia. Afetam nossa qualidade de vida, afetam o progresso ou o retrocesso do país.
É incoerente demais, que após o anúncio do PAC a diretoria do BC determine a irrelevante queda de 0,25% nas taxas de juros.
Anuncia o governo um plano para destravar o país, anuncia investimentos, o plano é pela maioria dos empresários e analistas economicos elogiado e aí, ai, vem aquele pessoal dos últimos andares do edifício ao lado e joga um Tanque de Água gelada na Nação.
O Governo Lula, se realmente, tem a intenção, o desejo, a gana de ir de encontro ao crescimento, deverá balizar o Banco Central, chamar seus figurões e mostrar o que significa autonomia, siginifica que o Governo tem um plano e esse plano deve ser seguido por todos os setores desse governo e que todos devem se empenhar, como Lula gosta, colocar o coração na chuteira, caso isso não seja feito corre o risco de se tornar o presidente mais pífio que este país já teve.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

O PAC, o FGTS e a infra-estrutura



Antonio Corrêa de Lacerda, doutor em economia pela Unicamp, é professor doutor da PUC-SP e autor, entre outros livros, de Globalização e Investimento Estrangeiro no Brasil (Saraiva).
Publicado no ESTADO de S.PAULO - Edição de 24/01/2007.
A conferir
O grande mérito do governo ao anunciar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi o de explicitar com clareza as metas de investimentos para os próximos quatro anos e reconhecer o papel do Estado, não só como responsável por parte desses investimentos, mas também por conduzir o processo. Embora isso, por si só, não garanta o sucesso na sua efetiva implementação, denota uma mudança relevante.Uma das medidas mais polêmicas foi a de utilizar uma parcela de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para constituir um fundo específico para financiar projetos de infra-estrutura. O patrimônio total do FGTS é de R$ 181 bilhões e pela sua legislação deve prioritariamente financiar habitação e saneamento. O seu correspondente Patrimônio Líquido (PL), o saldo entre o ativo e o passivo, de R$ 21 bilhões, está aplicado em títulos da dívida pública. A proposta do PAC é que, inicialmente, R$ 5 bilhões desse PL sejam aplicados em projetos de infra-estrutura (saneamento, energia e transportes, portos, etc.). O resultado da operação volta com o principal para o FGTS. Posteriormente, esse montante poderá ser ampliado até o limite de 80% do PL.O primeiro ponto importante é que não se propõe nenhuma forma de “desvio” de recursos do Fundo ou mesmo “confisco”, como chegou a ser equivocadamente alegado, mas de uma aplicação alternativa que será remunerada de acordo com a rentabilidade dos projetos escolhidos para a operação.O segundo ponto é a questão do risco. Argumentam os críticos que, se os projetos selecionados não forem rentáveis, o FGTS e, por extensão, os seus cotistas serão prejudicados. O que ocorre é que grande parte dos “riscos” alegados podem ser minimizados por meio de regulamentação, transparência e governança na gestão dos recursos, fiscalização e o oferecimento de garantia da rentabilidade mínima.É preciso que o Conselho Gestor do FGTS, já existente, exija o controle de todo o processo, desde a escolha dos projetos, sua viabilidade econômico-social, o seu desenvolvimento, até a medição de sua efetiva rentabilidade. Vale destacar que o risco estará limitado ao montante de recursos alocado em cada operação, assim como ao total aportado, que hoje representa apenas 1,1% do patrimônio total do Fundo. É possível ainda criar mecanismos para atenuar eventuais perdas e garantir uma rentabilidade mínima.O terceiro ponto é que está previsto que os trabalhadores, adicionalmente, possam optar em aplicar uma parcela do saldo da sua conta pessoal do FGTS (algo como 10%) no mesmo Fundo. Há precedentes bem-sucedidos nesse sentido. Quando da privatização da Cia. Vale do Rio Doce e a capitalização da Petrobrás se deu a mesma opção para os trabalhadores, o que se mostrou bastante vantajoso para os cotistas. Mesmo porque a remuneração tradicional do FGTS é de apenas Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. Portanto, os trabalhadores poderiam valorizar o patrimônio pessoal, vindo a optar, de livre-arbítrio, por aplicar uma parcela do seu saldo na nova modalidade.O quarto ponto e o mais importante é que, se a operação for bem-sucedida, o que é bastante provável, além dos benefícios já explanados, o seu grande mérito será o de contribuir para a desobstrução de gargalos existentes na infra-estrutura e que têm inviabilizado o crescimento sustentado da economia. Com um maior crescimento econômico todos ganharão, na medida em que gerará mais renda, emprego, exportações e tributos.Evidentemente, não se espera que essa medida isoladamente dê conta do enorme desafio de superar os entraves ao crescimento, nem esse é o objetivo. Outras medidas complementares, como o uso dos recursos do próprio Orçamento da União, do Projeto Piloto de Investimentos (PPI) e do BID também deverão contribuir com a sua parte. O desafio é fazer com que estimulem os investimentos privados e suprir a necessidade anual de investimentos em infra-estrutura, estimada em R$ 88 bilhões. No caso do FGTS em questão, aperfeiçoar a medida e tornar mais clara a sua comunicação poderá viabilizar uma proposta que tem tudo para ser favorável à Nação

Arquivo do blog

Powered By Blogger