sexta-feira, setembro 10, 2010





Do blog Amigos do presidente Lula

Acordo com FMI comprova plano de privatização do BB, CEF, Furnas e PetrobraX pela turma do Serra

Na nota abaixo, mostra que o Presidente Lula disse sobre a turma do Serra e Alckmin, no comício em Ribeirão Preto:

"Queriam vender a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal! Quando nós chegamos, estava tudo endividado"

Antes que os demo-tucanos venham querer negar, a Helena já mostrou as reportagens da época da privataria, no governo FHC, comprovando os planos de privatizar estas empresas que sobraram.

Além das reportagens, ainda há como prova o documento "Memorando de Política Econômica" de 08.03.1999, apresentado ao FMI pelo governo de FHC e Serra, comprovando com um documento oficial o plano de privatização parcial do BB, CEF, Petrobras, e privatização integral de Furnas
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

sexta-feira, setembro 03, 2010

Assim não! Querem ferrar o Serra!










Ao longo do dia, de diferentes áreas do governo e da economia, outros vazamentos sacudiriam a combalida higidez da candidatura José Serra, a saber:
a] BC interrompe alta dos juros;
b] carga tributária declina;
c] vendas recordes de automóveis em agosto;
d] massa salarial tem aumento real de 32,7% entre 2004 e 2010;
e] classes C e D já superam a classe B em poder de consumo;
f] setor industrial investe R$ 549 bilhões até 2013;
g] definida a capitalização da Petrobras: fatia estatal da empresa deve saltar de 29% para 42% e garantir –à revelia do condomínio midiáticotucano– a soberania brasileira no pré-sal;
h] infraestrutura teve R$ 199 bilhões em investimentos entre 2005 e 2008; terá mais R$ 310 bilhões entre 2010-2013;
i] Brasil realiza os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta – Jirau e Santo Antônio e Belo Monte;
j] otimismo dos brasileiros atinge o maior nível em 9 anos…Ufa chega se não vai o abecedário todo!
Visivelmente abalado, no final do dia, o candidato tucano retomaria seu discurso contra as Farcs, contra Moráles, o narcotráfico, o PT…(Carta Maior e a insuportável peneira de vazamentos pró-Dilma; 02-09)
extraído do blog do azenha - http://www.viomundo.com.br/

quinta-feira, setembro 02, 2010

Sou LULA, Voto DILMA - O Brasil Decente

Acredito que está na hora de mostrar quem é Serra, o que Serra representa.

Nessa luta pela presidência está, na verdade, embutida a luta entre aqueles que desejam um Brasil com um povo digno, com direito a saúde, educação, alimentação, com o direito a felicidade, com uma política de inclusão social cada vez mais acelerada, com cada vez mais igualdade! D

Do outro lado as forças conservadoras de extrema direita que pretendem manter acima de tudo seus privilégios às custas do povo, manter seu sentimento hipócrita de superioridade, de arrogância. São as forças reacionárias que venderam, vendem e venderão o Brasil sempre, são os colonizados neoliberais. Acreditam que por serem intelectualizados são superiores, por usarem roupas e carros de grife são superiores e devem comandar sempre e submeter o povo as suas alucinações megalomaníacas!

Chega, basta desse brazil pequeno, queremos o nosso Brasil, o Brasil Nordestino, o Brasil Paulista, Mineiro, Goiano, Carioca, Gaucho, Amazonense, queremos um Brasil unido, um Brasil de respeito de dignidade e de oportunidade para todos.

Serra é aquele que negocia com os grevistas de uma única forma, com a violência da sua polícia. Que se pronunciem os professores!

Serra é aquele que colocou em risco o estado quando jogou policiais civis contra militares.

Serra é aquele do desastre do metrô e do rodoanel

Serra é aquele envolvido no dossiê da Rosana Sarney, é aquele que vê oponentes como inimigos que devem ser destruídos.

Serra é passado, Serra é ultrapassado, Serra é atraso

Chega dessa hipocrisia!

É obrigação de todos nós, pessoas progressistas, que desejam esse novo Brasil, de uma vez por todas sepultar as forças do obscurantismo demo tucano, é nossa hora de se engajar definitivamente nessas eleições e fazer parte de um Brasil descente, um Brasil pra toda gente!

Viva o Povo Brasileiro, Viva o Brasil!

terça-feira, agosto 31, 2010

Delfim Neto - Lula a ousadia

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-ousadia-de-lula

A ousadia de Lula --- Delfim Netto

Diante de uma crise que afetou a confiança, o presidente soube evitar que os empresários jogassem na retranca e salvou empregos no País

Uma das grandes diferenças que marcaram as tentativas de recuperação econômica do Brasil em relação ao resto do mundo durante a crise de 2008/2009 foi a sustentação do emprego. A rede de proteção que se estabeleceu com a exoneração tributária para que as empresas pudessem continuar trabalhando resultou na manutenção dos empregos e dos níveis de consumo.

Foi a recuperação da confiança no funcionamento da economia que permitiu o forte crescimento do PIB já no primeiro trimestre de 2010, acompanhado de um persistente aumento

do nível de emprego. Isso não aconteceu em nenhum país. Nem nos EUA nem na Europa, talvez com uma única exceção na Alemanha.

O fator confiança é fundamental para dar maior tranquilidade à economia, porque, quando o trabalhador não sente medo de perder o emprego, ele fica um pouco mais ousado nos seus hábitos de consumo. A expansão do consumo, como está acontecendo no Brasil, é fundamental para restabelecer o dinamismo do circuito econômico.

A característica principal das crises econômicas, especialmente quando derrubam rapidamente os mercados financeiros, é a falta de confiança que toma conta das pessoas. A primeira vítima é sempre o emprego. Na atual crise, 30 milhões de postos de trabalho ao redor do mundo deixaram de existir, a economia mundial entrou em recessão e o consumo desabou, porque: 1. Como você não confia em mim, eu não confio em você. 2. Logo, quando recebo o salário, compro menos do que preciso e guardo um restinho, com medo de perder o emprego. Mas, ao não gastar um pedaço do salário, eu deixo de dar emprego para alguém que estaria produzindo o bem que eu compraria, mas não comprei. Recebi o salário na fábrica de tratores; vou comprar feijão, arroz, roupas. Se eu deixar de comprar roupas, o produtor de algodão, do fio, o fabricante do tecido e os que vendem a roupa recebem menos recursos.

Todos passam a ter atitudes mais cautelosas em relação ao consumo, ou seja, o medo se estabelece no nosso meio. Perdemos a confiança uns nos outros. A crise é essa coisa simples que muitos países ainda não levaram em conta desde o começo da tragédia.

O Brasil enfrentou a crise, a economia resistiu ao tranco e se recuperou por uma ousadia do presidente Lula. Naqueles momentos de grande constrangimento, quando todo mundo só pensava em se proteger, em guardar, em ficar líquido, o trabalhador evitando gastar, o empresário adiando investimentos, o banqueiro sem emprestar, ele veio e disse: “Não, nada disso, vamos tocar para frente que a coisa vai funcionar. Se você, por medo de perder o emprego, deixar de comprar, aí, sim, você vai ficar desempregado”.

A aceitação dessa forma de comportamento restabeleceu o circuito econômico: eu pago você, que paga ao Joaquim, que empresta ao José, que me paga… e, assim, esse circuito foi retomando a atividade. É por isso que a engrenagem da economia brasileira não deixou de funcionar, quando quase todo mundo derrapava e ainda luta para reencontrar a trilha.

Em termos bastante simples, foi o que aconteceu no Brasil, melhor do que aconteceu no restante do mundo. Restabeleceu-se a confiança entre os brasileiros muito mais rapidamente do que nos demais países e esse, inegavelmente, foi o fator decisivo. Hoje podemos comparar os resultados e dizer que demos um belo tombo nos analistas e especuladores que apostaram pesado contra a estratégia brasileira.

Não adianta tentar esconder que, aqui, o fator catalítico foi a ousadia do presidente Lula. Diante do assédio externo, ele se apoiou naquele mandamento do esporte predileto dos brasileiros, segundo o qual, a melhor defesa é o ataque, para neutralizar o desafio da onda corrosiva que invadira os mercados financeiros, fechando empresas e consumindo empregos.

Antes que os empresários passassem a jogar na retranca, ele mobilizou as equipes dos ministérios econômicos para desengavetar rapidamente a cenoura do diferimento de impostos, oferecendo-a como contrapartida da garantia da manutenção dos empregos. E não hesitou em endurecer o jogo nas poucas ocasiões em que o governo não encontrou a receptividade esperada.

Lula arriscou todo o seu capital de popularidade com uma mensagem direta, sem rodeios, acolhida rapidamente pelos trabalhadores, empresários e pela população em geral. Venceu a descrença inicial, atropelou a oposição de comentaristas e analistas econômicos que acreditaram na virada de jogo contra o Brasil, mas perderam o fôlego ante a subida espetacular dos índices de aceitação de seu governo.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Liberdade de Expressão - A verdade, a mentira

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=604JDB015

Grande artigo de Washington Araújo no site www.observatoriodaimprensa.com.br

LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O contrabando ideológico

Por Washington Araújo em 26/8/2010

Se existe um assunto que absolutamente não me apetece é essa conversa de que no Brasil se encontram ameaçadas a liberdade de expressão, liberdade de opinião e liberdade de imprensa. Primeiro porque a confusão é grande e nem o editorialista nem o comentarista designado para o mister faz o menor esforço para separar uma de outra, é tudo jogado no mesmo saco das intenções veladas.

Para aproveitar o bordão presidencial, tomo a liberdade de, solene como sói acontecer, declarar que nunca antes na história deste país se usufruiu de tanta liberdade – opinião, expressão, imprensa – como nos dias atuais. E nem se precisa ir muito longe para autenticar essa minha percepção já que se trata de algo facilmente verificável.

Se o leitor desejar fazer uma amostragem na seara das revistas semanais de informação, basta acessar o acervo digital de Veja ou de Época e, em rápido cotejo, verificará diversas matérias de capa ora condenando o presidente, ora o seu governo, ora o seu partido, ora a sua coligação. Algumas das recentes edições do carro-chefe da Editora Abril trouxeram na capa, sempre carregando na cor vermelho-escarlate, chamadas como "Lula, o mito, a fita e os fatos" (edição 2140), "O monstro do radicalismo" (edição 2173), "Ele cobra 12% de comissão para o PT" (edição 2156) ou "Caiu a casa do tesoureiro do PT" (edição 2155).

E até o mensalão candango, que engolfou a última cidadela governamental do Democratas em fins de 2009, mereceu capa que longe de trazer à mente o partido demista fazia nada sutil remissão ao partido do presidente. Oportuno recolher a desfaçatez com que vistoso colunista da revista Veja (26/11/2009) se referiu à candidata governista. Seu texto abria assim: "A fraude que virou candidata à presidência anda propondo que o país compare Fernando Henrique a Lula..."

Ficção e realidade

O mesmo poderá ser feito com os jornais de maior tiragem diária do país, como O Globo, a Folha de S.Paulo e o Estado de S.Paulo. São mais de oito anos de luta cerrada, quando não agredido em editoriais sob medida para criticar essa ou aquela frase do presidente, sempre ânimo redobrado para fustigar essa ou aquela política pública.

Vejamos o que escreve o principal comentarista de política do jornal O Globo, Merval Pereira. Em apenas dois meses não deixou de vociferar o que crê seja digno de nota e remissões: a alcunha que criou para Dilma Rousseff, a laranja eleitoral. Destaco os seguintes excertos de sua coluna em que o tema é temperado e retemperado pelo maduro articulista:

** "Os discursos nas convenções do PT e do PSDB, no fim de semana passado, revelam com clareza qual será o tom da campanha presidencial daqui para a frente, quando já temos candidatos oficiais e não simples pré-candidatos, como a esdrúxula legislação eleitoral definia até então. De um lado, a candidata oficial, Dilma Rousseff, transformada pelo próprio Lula em sua ‘laranja’ eleitoral; de outro, o tucano José Serra atacando o PT, a falta de experiência da adversária, mas só se referindo a Lula de maneira indireta." ("Meu nome é Dilma", 15/6/2010)

** "A verdade, porém, é que mesmo que a candidata oficial Dilma Rousseff alegue que não compartilha essas propostas, elas fazem parte de uma espécie de código genético da ala mais radical do petismo, da qual ela já era figura proeminente antes mesmo de surgir do bolso do colete de Lula para ser impingida ao eleitorado como sua ‘laranja eleitoral’." ("Contradições", 06/7/2010)

** "A candidata petista, por seu turno, tem alguns desafios importantes pela frente, o principal deles o de convencer o eleitorado de que o seu eventual primeiro mandato será o terceiro de Lula, o que pode transformá-la em uma mera ‘laranja eleitoral’ do seu mentor. O que pode agradar a certo eleitorado, e afastar outro." ("O predomínio eleitoral", 16/7/2010)

** "Serra está à procura de temas que sirvam para atacar o governo Lula sem atacar o próprio, enquanto Dilma a cada dia valoriza mais o papel de ‘laranja eleitoral’ de Lula, recusando-se a aprofundar o debate de políticas governamentais, passando apenas a única mensagem que interessa, a da continuidade do governo Lula." ("Quem é quem", 11/8/2010)

** "É também importante frisar que, àquela altura, ainda com sequelas do mensalão, Lula tinha 55% de avaliação de ‘bom e ótimo’ nas pesquisas, e hoje tem 77%. Mas, como não é ele que concorre, e sim uma sua ‘laranja eleitoral’, a transferência de votos ainda não é total, e possivelmente não será." ("Zona de conforto", 17/8/2010)

E para defender sua ideologia liberal, vale tudo. Destaco o seguinte diálogo (que me foi enviado pelo leitor D.M.S.) de recente capítulo na novela Paraíso, da TV Globo. Observem como personagens de ficção avançam para além de qualquer trama para tratar do que consideram ser a realpolitik. E como vem sendo cada vez mais corriqueiro contrabandear ideologia e crítica política através de personagens que, bem ou mal, caem nas graças do povo:

Atriz: "Vamos perfurar um poço de petróleo aqui na cidade"

Ator: "Você não é candidata a presidente da república. Nem presidente da Petrobras"

Atriz: "Quanto custa pra perfurar um poço de petróleo?"

Ator: "Muito..."

Atriz: "Mais de mil escolas?"

Ator: "Bota mil nisso..."

Atriz: "Mais de mil hospitais?"

Ator: "Bota mil nisso... Em vez de gastar dinheiro perfurando poço de petróleo, a gente poderia encher de escolas, hospitais..."

(Pausa para os comerciais).

Irônico que a primeira empresa que surge fazendo seu comercial é a própria Petrobras, Coisas do Brasil?

Argumento anêmico

A revista Época também segue à risca o script que deseja cumprir. Para ilustrar cito recente edição (nº 639, de 14/8/2010) em que a capa é a foto da jovem Dilma Rousseff, em princípios dos anos 1960. A manchete é lúgubre: "O passado de Dilma", com a explicação que mais ameaça que esclarece qualquer coisa: "Documentos inéditos revelam uma história que ela não gosta de lembrar: seu papel na luta armada contra o regime militar" (ver, neste Observatório, "Revista ignora a anistia").

A "matéria" lista perguntas que, segundo a revista, a candidata se recusa a responder. Tudo no elevado estilo "intimidação sempre rende resultados". Ao leitor imparcial fica evidente e enorme forma de marginalização que a mídia tenta aplicar à figura da candidata. Até a ditadura brasileira é assumida pela revista, mesmo que indiretamente, como tendo ocorrido. As questões que a revista trata de cobrir – com o véu de suspeição em estado bruto – representam torpe tentativa de criminalizar a candidata e, para tanto, não hesitam em minimizar o contexto dando conta que o país vivia tenebroso período ditatorial. Escamoteou-se que Dilma desceu do muro e teve a coragem de decidir em que lado estava: a luta contra o arbítrio.

O colunista da Folha de S.Paulo Fernando Barros e Silva, na edição de 1/6/2010 do jornal, escreveu texto com o título "O Bolsa-Mídia de Lula". Profissional talentoso, Fernando não é só um articulista, mas também editor. E, por ele passam as mais relevantes decisões editoriais do jornal paulista. Pois bem: no texto, Fernando repercute matéria da própria Folha, que demonstra como Lula pulverizou a verba publicitária do governo: em 2003, 179 jornais receberam verbas federais; em 2008, foram 1.273. Lula fez o mesmo com rádios e com a internet. Com esse raciocínio inicial era de se esperar qualquer coisa menos um petardo como o que ele arremessou a seguir:

"(...) a língua oficial chama [a tal pulverização de verbas] de regionalização da publicidade estatal e vende como sinal de ‘democratização’. Na prática, significa que o governo promove um arrastão e vai comprando a mídia de segundo e terceiro escalões como nunca antes nesse país."

É daqueles casos em que o texto não faz jus ao talento do autor. Argumento tão raquítico, anêmico faria qualquer um de nós, Jecas Tatus do Brasil profundo, pensar com seus botões: "Ué, quer dizer que quando a verba ia só para o ‘primeiro escalão’ (onde, suponho, Fernando inclui a Folha, onde ganha o sustento diário) os governos anteriores a 2003 estavam simplesmente ‘comprando a mídia’? É isso mesmo? Tal pensamento não carrega em seu cerne a idéia de desejar ser comprado sozinho sem se expor às agruras de um capitalismo com concorrência?"

Contra e a favor

Dia sim e dia não também, incluindo telejornais noturnos e madrugadeiros, somos bombardeados aos longos das semanas, meses e anos com a mais ampla liberdade de expressão. É sob a égide dessa preciosa liberdade que proliferam os insultos de baixo e alto calados. Termina sendo também a inconfessável defesa de seus valores antípodas. Como o destempero verbal (e escrito), o ataque infamante – quando não apenas calunioso – busca a cabal sujeição de suas vítimas à mais completa impotência ante o formidável aparato de comunicação com suas sentenças formadas antes mesmo de o crime haver sido pensado. Sentença que será repercutida por seus pares à exaustão, dando assim ares de legitimidade ao que não passa de mera luta para manter seu poder nas auriverdes esferas da política e da economia.

Infelizmente tenho que reconhecer que nossos meios de comunicação de massa não revelam a realidade, mascaram-na; eles não ajudam a gerar mudança, transformações e, ao contrário, ajudam a evitá-la. Pior ainda, nossos meios estão bem longe de incentivar a participação democrática. São muito mais afeitos a nos levar à passividade, à resignação e ao egoísmo. Apropriam-se das bandeiras mais caras ao espírito humano – justiça, liberdade – para torná-las reles mercadorias de troca em sua incessante luta pelo poder, cada vez mais inconstante, cada vez mais fugidio.

Em 2002, em almoço nas dependências do jornal Folha de S.Paulo, seu diretor Otavio Frias Filho sapecou a questão para Lula: "Como é que o senhor vai governar o Brasil se não fala inglês?" Passados oito anos chegamos à conclusão que no caso talvez falar inglês pesasse contra, e não a favor, do então candidato à presidência do Brasil. É possível que, ainda nos próximos 40 dias, atendendo a convite para hipotético almoço no mesmo jornal, seu diretor de Redação sinta-se à vontade para perguntar a Dilma Roussef:

"Como é que a senhora vai governar o Brasil se não fala a nossa língua?"

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