terça-feira, abril 03, 2007

Reflexões sobre a crise aérea


PROCRASTINAÇÃO - Deixar para outro dia, ou para um tempo futuro, por motivos repreensíveis; adiar: Procrastinar tarefas. Delongar, demorar, retardar: Procrastinar uma decisão. vint 3 Usar de delongas
A crise dos aeroportos se arrasta há 06 meses, tempo suficiente para que, se não resolvida, ações consistentes fossem tomadas com esse objetivo.
O governo Lula bobeou e abriu uma brecha, uma fenda enorme, para a oposição e para os golpistas de plantão. As lições com a CPI do mensalão parece que não foram aprendidas. Lula naquela época ficou por um fio e só não caiu, ou perdeu a eleição por arrogância da oposição que se sentiu que já havia terminado com o seu governo e relaxou no embate.
Agora porém, eles, a oposição, podem ter aprendido a lição (depois do acontecido no último final de semana com a greve dos operadores, a ordem de prisão dada pelo Comando da Aeronáutica, a revogação da mesma ordem por Lula, a negociação aberta com os controladores e o descontentamento da Forças Armadas por essa decisão), estão colocando lenha na fogueira da desestabilização.
No episódio da contra ordem de Lula, dada nos EUA, à prisão dos sargentos decretada pelo Comando da Aeronáutica, tudo indica que as informações fornecidas e as avaliações enviadas ao Presidente pelo grupo governamental que gerenciava a crise aberta pela greve e consequente pânico instalado nos aeroportos, foram imprecisas.
Faltou avaliar como as Forças Armadas e principalmente a Aeronáutica se sentiriam com a desautorização dada. Não adianta, e é bobagem, contra argumentar que o Presidente é o Chefe Supremo da Forças Armadas, assim reza a Constituição, isso só esta no papel e não na cabeça dos envolvidos. Não somo maduros, democraticamente, e especialmente os militares, para aceitar e concordar com esse postulado. E com a contra ordem dada a oposição e a mídia atiçam os militares alegando desrespeito.
Presidente Lula, se você, como tudo indica, não tivesse PROCRASTINADO nessa questão aéro crítica, talvez a coisa estivesse em céu de brigadeiro.

quarta-feira, março 28, 2007

O TSE e MARCO AURÉLIO MELLO



Do blog do Dirceu: http://blogdodirceu.blig.ig.com.br

Decisão do TSE reafirma urgência da reforma política.
Pela terceira vez, o Tribunal Superior Eleitoral, na prática, legisla. Ou seja, substitui o Poder Legislativo.
Primeiro foi a decisão que derrogou a cláusula de barreira, depois sobre a divisão do fundo partidário e do horário partidário no rádio e na TV. Agora, é a fidelidade partidária. Sem entrar no mérito de cada decisão daquela Corte, na prática ela está ocupando um vazio legal deixado pelo Congresso Nacional. A decisão de ontem afirma que os mandatos pertencem aos partidos. Uma mudança e tanto daquele Tribunal, já que o PT nunca conseguiu uma decisão a seu favor no caso de parlamentares que abandonaram o partido.
Antes tarde do que nunca. Essa situação, mesmo que a decisão não tenha efeitos legais e que haja recurso para o Supremo Tribunal Federal, deixa claro, mais do que nunca, a urgência da reforma política e a gravidade da situação atual. Na prática, há uma indecisão e uma paralisia na Câmara, já que a reforma política já foi votada no Senado. É bom lembrar que o relatório final da Comissão que cuidou da reforma está pronto para ser votado. É só levar para o plenário e, pelo menos, aprovar o financiamento público e o voto em lista, já que a fidelidade partidária caminha para ser decidida pelos Tribunais. O seja, pelo STF, a Corte Constitucional do Brasil.
enviada por Zé Dirceu

Concordo com Zé Dirceu, só faço uma resalva a de que o TSE ocupa o espaço vazio deixado pela Câmara. Ocupa sim, mas por intromissão do Ministro Marco Aurélio Mello que há muito tempo vem empurrando o TSE para aceitar sempre os pleitos de PFL e PSDB. Lembre-se do balão de ensaio de cassação que o Ministro lançou nas eleições presidenciais quando deu declarações sobre as contas de campanha do Lula dizendo que estavam irregulares antes mesmo da análise final.

Marco Aurélio, adorador de holofotes e câmeras de TV, cumpre a missão, de quando pode, tentar desestabilizar o atual Governo.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

A DEMAGOGIA



Governador tem que ter avião, diz José Serra.
da Folha ONLINE - Edição de 15/02/2007

"Contrariando o discurso adotado pelo PSDB ao longo da disputa presidencial, o governador de São Paulo, José Serra, defendeu ontem a decisão do Estado de recompra de um avião vendido em junho do ano passado. Seu argumento é de que um governador, especialmente de um Estado do porte de São Paulo, tem que contar com um avião à disposição"

A notícia publicada na FOLHA, parte dela acima reproduzida, comprova que o Tucanato, principalmente o paulista, utiliza-se de demagogia descarada para se opor ao Governo de LULA.
Mote da campanha de Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência, a venda do Aero Lula, proporcionaria a construção de uma infinidade de hospitais.
Há 02 meses, ainda não completados, governando Serra readquiriu o avião que o Governo do Estado anterior vendeu, entrou no negócio da privatização da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista.
Alega o atual Governador, e concordo, que o Governador tem que ter avião.
Pergunto, diante de tal situação, como deverá estar se sentindo o Senhor G.A Choque de Gestão?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Redução da Maioridade Penal




O assassinato cruel do menino João Hélio Fernandes levou o país a discutir e a grande maioria a exigir a redução da maioridade penal.
O que implicará, no meu ponto de vista, a redução da maioridade penal?
  • Que menores de 18 anos fiquem presos em penitenciárias com bandidos de grande periculosidade.
  • Que o sistema penitenciário que se encontra falido e acabado inche ainda mais.
  • Que a sociedade se contente com essa medida e esqueça de refletir seriamente sobre o problema da violência e insegurança cada vez mais crescente no país.

Para mim são fatos que levam ao estado caótico que nos encontramos:

  • A pobreza crescente e mais do que ela a desigualdade social que condena muitos a viverem toda a sua existência exilados de condições minímas para progredirem socialmente.
  • A omissão do Estado que não se estabelece firmemente nos guetos dominados pelo tráfico de drogas. Estado que não dá a mínima condição para que o ser humano dessas localidades para que se torne um cidadão. Estado que não dá saúde, educação e não proporciona oportunidades de trabalho à população.
  • A polícia que há anos, para ser bondoso desde os tempos da Ditadura, se tornou uma organização corrupta que estabelece e cria leis que lhe interessam. Violenta, agride e humilha os mais carentes e necessitados, participa, talvez em até mais alto grau, de crimes violentos e infames

Claro, lógico e sensato entender que há pessoas que praticam crimes com requintes de extrema selvageria e violência repugnante, a esses devemos relamente ter meios de punição mais severos e mais duradouros, extender, por exemplo, o tempo de reclusão dos menores infratores poderá ser uma medida acertada, desde que em instituições que visem a recuperação do infrator.

Porém, enquanto o Estado não ocupar o seu lugar e realmente desempenhar o seu papel que é de inclusão, a cada dia que passa novos assassinos do menino João Hélio e de outros tantos meninos, meninas, seres humanos, estarão crescendo e agirão com a mesma ou maior violência, nosso modelo social de exclusão é por demais propício para o surgimento de monstros sem sensibilidade

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Há uma ameaça no ar!


Nos últimos andares desse edifício se reunem os homens que ameaçam os bons ares da economia brasileira.
As decisões desses senhores afetam o nosso dia a dia. Afetam nossa qualidade de vida, afetam o progresso ou o retrocesso do país.
É incoerente demais, que após o anúncio do PAC a diretoria do BC determine a irrelevante queda de 0,25% nas taxas de juros.
Anuncia o governo um plano para destravar o país, anuncia investimentos, o plano é pela maioria dos empresários e analistas economicos elogiado e aí, ai, vem aquele pessoal dos últimos andares do edifício ao lado e joga um Tanque de Água gelada na Nação.
O Governo Lula, se realmente, tem a intenção, o desejo, a gana de ir de encontro ao crescimento, deverá balizar o Banco Central, chamar seus figurões e mostrar o que significa autonomia, siginifica que o Governo tem um plano e esse plano deve ser seguido por todos os setores desse governo e que todos devem se empenhar, como Lula gosta, colocar o coração na chuteira, caso isso não seja feito corre o risco de se tornar o presidente mais pífio que este país já teve.

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